Reabilitação em Lisboa regista um volume recorde

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A reabilitação urbana em Lisboa está a atingir, este ano de 2015, uma dinâmica «nunca antes vista», em particular o centro histórico.

Este facto é um dos destaques do Lisbon Residential Brick Index, agora revelado pela CBRE, que dá nota de que este ano deverão ser concluídos 40 edifícios para habitação, estando 74 em construção e 585 fogos em construção e comercialização, com um preço médio de 5.500 euros/m², valor bem acima das 164 unidades reportadas pelo INE relativamente ao ano passado.

A soprar a favor estão não só a melhoria económica do país, como também os incentivos à reabilitação urbana para investidores estrangeiros e para compra de habitação, ou ainda o crescimento do turismo na cidade, entre outros fatores. A consultora realça que é ainda «difícil de quantificar», mas o certo é que «muitos dos edifícios com projeto de habitação, que se encontram em construção, destinam-se a turismo residencial», isto é, serão usados para ocupação turística, mas poderão vir a ser utilizados como habitação permanente «a qualquer momento».

Neste cenário, os compradores são maioritariamente portugueses, principalmente particulares, com os estrangeiros a pesar 20% das compras (tanto institucionais como privados). Tanto uns como outros interessam-se pela habitação própria e pelo arrendamento de curta duração.

Preços crescem face a 2014

A CBRE reporta um aumento generalizado dos preços da habitação relativamente ao ano passado, com os valores de comercialização mais elevados a serem praticados no centro histórico, nomeadamente na Avenida da Liberdade e no Chiado, ao nível do período pré-crise para produtos premium. No entanto, há muitos mais apartamentos de segmento elevado hoje do que nessa altura.

Assim, atualmente o valor médio pedido é de 5.500 euros/m², 10% acima da média dos fogos novos concluídos este ano, sendo que as zonas mais caras são, sem surpresa, a Avenida da Liberdade e o Príncipe Real, a par do Chiado, Bairro Alto e São Paulo.

Oferta deverá aumentar

A CBRE prevê que esta oferta continue a aumentar nos próximos anos, tendo em conta que se encontram atualmente em reabilitação cerca de 74 edifícios em fase de estudo ou 65 em fase de projeto. Assim, deverão ser colocados no mercado 43 empreendimentos em 2016 e outros 64 em 2017. De todos os edifícios em construção, 29 estão em comercialização ativa, num total de 585 fogos.

A maior parte destes edifícios em obras concentram-se nas zonas da Baixa/Chiado. Bairro Alto e São Paulo, na Baixa/Castelo, e Avenida da Liberdade/Príncipe Real, zonas seguidas pelas Avenidas Novas ou Campo de Ourique.

Esta dinâmica prende-se também com o facto de o setor imobiliário ter atualmente retornos mais elevados que outras alternativas financeiras. Por outro lado, regista-se um aumento significativo na concessão de crédito à habitação nos últimos meses e uma melhoria das condições de financiamento. Só de janeiro a setembro, o volume de novos empréstimos concedidos aumentou 70% face ao período homólogo, com a taxa de juro a diminuir 90p.b. num ano, para 2,23% em setembro.

Fonte: VidaImobiliária

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