Arrendar casa com opção de compra pode ser um bom negócio, mas ainda tem poucos adeptos

Recibo de renda electrónico

A solução de arrendar casa com opção de compra permite ao inquilino poupar algum dinheiro caso depois se torne proprietário do imóvel, já que as rendas que pagou, ou parte delas, podem ser abatidas no preço final. O problema é que este modelo de negócio não está a ter grande adesão no mercado imobiliário português.

Segundo o Sol, se a compra se concretizar, o esforço financeiro passa a não ser tão elevado, sendo que os ganhos dependem do valor que o vendedor aceitar subtrair às rendas que entretanto foram pagas.

Por outro lado, o facto de arrendar determinado imóvel por alguns anos dá a oportunidade de ponderar melhor a compra. Se depois se concluir que se trata de um bom negócio pode-se sempre antecipar o momento da aquisição. Se assim não for, o arrendamento assume as características de um arrendamento normal.

A Deco – Associação de Defesa do Consumidor considera que esta modalidade acaba por funcionar como um negócio híbrido, já que “é uma modalidade mista”. “Tem em vista a compra de casa, mas, durante um período inicial variável, contempla o arrendamento. A aquisição propriamente dita só se concretiza mais tarde”, refere.

O problema é que este modelo não está a ter grande adesão no mercado imobiliário nacional. De acordo com a publicação, estas situações têm surgido geralmente em casos em que os proprietários, embora pretendam vender, não têm urgência na concretização do negócio e, como tal, aceitam arrendar por um período determinado, dando ao inquilino a possibilidade de preferência na venda.

Trata-se de uma solução, no entanto, que poderá ser ideal para o segmento mais jovem, uma vez que permite ajudar os inquilinos a garantirem uma poupança inicial para assegurar o empréstimo bancário, que por norma é inferior a 100% da avaliação do imóvel.

A Deco considera que apesar de ser um modelo de negócio ainda com poucos adeptos traz vantagens para as duas partes: “[Do lado do proprietário] findo o período de arrendamento, não é obrigado a avançar com a compra. Caso não esteja satisfeito com o imóvel ou não tenha conseguido o empréstimo, por exemplo, pode cancelar o acordo. A obrigação de prosseguir com o negócio pende apenas sobre o vendedor, que, dentro do prazo estipulado, tem de vender a casa ao arrendatário se este assim quiser”.

Já o proprietário tem maiores possibilidades de conseguir vender a casa aumenta e, “enquanto a venda não se concretiza, vai amealhando uma parte ou a totalidade das rendas”, explicou a Deco.

O Sol escreve que neste tipo de negócio o prazo de arrendamento varia geralmente entre dois e cinco anos, mas nada impede que o arrendatário avance para a compra mais cedo.

Fonte: Idealista.pt

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